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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eleição no DF - Por isto que educação não é prioridade do Roriz

Retirada do Datafolha 26.07.2010

Roriz lidera disputa com 40%

34% rejeitam Roriz

A primeira pesquisa eleitoral realizada pelo Datafolha após a oficialização das candidaturas em 2010 revela que o ex-governador Roriz (PMDB) lidera a corrida eleitoral, com 40% das intenções de voto. Roriz é seguido pelo ex-ministro Agnelo Queiroz (PT), com 27%, Toninho do PSOL, tem 3%, Rodrigo Dantas (PSTU) e Eduardo Brandão (PV), aparecem com 1% cada. Ricardo Machado (PCO) foi citado, porém não alcançou 1% das intenções de voto, e Newton Lins (PSL) não foi citado por nenhum dos entrevistados. Votam em branco ou anulam o voto 11%, e os que declaram não saber em quem votar somam 18%.

Votam principalmente em Roriz os menos escolarizados (53%), os simpatizantes do PSDB (76%), e os eleitores de José Serra (63%). Já em Agnelo, votam os mais escolarizados (40%), os que ganham mais de 10 salários-mínimos (46%), e os eleitores de Dilma Rousseff (45%).

Sem a apresentação do cartão dos candidatos, na intenção de voto espontânea, a maioria não sabe em quem votar (59%). Roriz tem 18% das citações espontâneas, enquanto que Agnelo tem 15%. Outros candidatos não chegam a 1% cada e 6% afirmam votar em branco ou anular o voto.

Roriz é candidato mais rejeitado pelos eleitores do Distrito Federal dos quais 34% não votariam no ex-governador. Outros 19% não votariam em Agnelo, 15% não votam em Toninho do PSOL, 7% não votariam em Eduardo Brandão. Newton Lins. Ricardo Machado e Rodrigo Dantas tem rejeição de 6% cada, e 9% dos eleitores não tem rejeição a nenhum candidato, ante 5% que não votariam em nenhum dos candidatos.

A rejeição de Roriz atinge 58% entre os mais escolarizados e entre os mais ricos (60%) principalmente. Entre os eleitores de Agnelo, 81% não votariam em Roriz.

Perguntados sobre a influência do apoio do presidente Lula a um candidato a governador, 31% afirmam que não votariam em um candidato apoiado pelo presidente, 28% dizem que votariam com certeza em um candidato apoiado por Lula, e 26% que talvez votassem no candidato do presidente. 11% não sabem se votariam ou não em um candidato do presidente.

Para 42% dos eleitores do Distrito Federal, o presidente apóia o ex-ministro Agnelo para o governo distrital, 2% afirmam que Roriz é o candidato apoiado por Lula e outros 55% não sabem quem Lula apóia.

Cristovam Buarque (PDT) tem 42% das intenções de voto para o senado
Rollemberg (PSB) e Abadia (PSDB) disputam a segunda vaga


Cristovam Buarque é preferencialmente escolhido entre os mais escolarizados (60%), entre os eleitores de Agnelo (64%), entre os simpatizantes do PT (54%). Já Rollemberg tem melhor desempenho entre os mais escolarizados (44%), entre os mais ricos (45%) e entre os simpatizantes do PT (43%).

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Carta de uma avó a um neto que parte para a vida

De Rosa Bugarin, em 25/07/2010

Para Matheus, meu neto e meu amor, a voz do meu coração.

Matheus querido, relembro, com a nitidez das coisas preciosas, guardadas como joias de memórias, o telefonema de tua mãe, minha filha, Raquel, para avisar-me de que um outro bebê estava a caminho.O tempo, que afasta tudo, também respeita a força dos sentimentos fortes e conserva o momento vivido na intensidade das emoções verdadeiras. Falo de preservação. Falo da emoção de 18 anos atrás, revividas agora que te escrevo, meu afilhado querido. O dia amanhece sobre uma Brasília ainda sonolenta e o azul que cobre o céu, iluminado pelos primeiros raios de um ainda tímido sol, faz-me experimentar um profundo sentimento de paz embora na presença de uma saudade que se afirma companheira. Ontem, como hoje, tinha, como tenho agora, a convicção de que vinhas com a missão que distingue os grandes. Sabia que alem de uma certa fragilidade que marca o meu “príncipe de todas as raças que o formam” há a força que marca aqueles que aceitam desafios. Ser feliz, responder a seu destino, é trilhar o caminho que se abre e embora temendo as pedras que dificultarão o avanço e que sempre estarão lá, há igualmente, a coragem de seguir avante. Aí reside a diferença entre o comodismo e a aceitação das mudanças, sem desistir de seus sonhos, se porventura eventuais quedas possam acontecer. Levantar e continuar, segredo de bravos. A busca de um objetivo é já a perfeita definição da felicidade. A estrada com seus encantos, lazeres, tropeços, obstáculos, reinícios, dará o real sabor à caminhada. Dificuldades existem para serem vencidas. Com a garra que tens, na determinação que te motivou a enfrentar o desconhecido, sob a proteção do Deus que me soprou aos ouvidos há 18 anos , que estaria sempre contigo, traçando um destino de eleitos, amparando Sua criação em momentos mais difíceis, sinto que entenderás o verdadeiro sentido da felicidade.

Lágrimas nossas não devem te fazer fraquejar, ou sentir-se culpado por nos tornar tristes. O amor é às vezes um tantinet egoísta embora seja em sua essência, generoso. A tristeza é mesclada com o orgulho de te ver deixar o conforto preestabelecido, para buscar tua justa realização. Com coragem. Sem desânimo. Olhando para frente, cabeça erguida, meu lindo guerreiro de olhar profundo, coração gigante, alma de escol. Que nossas bênçãos sejam teu escudo e nossas preces te revistam com a armadura e proteção que nosso amor te deseja.


Que sejas feliz, meu menino querido, que a saudade não te impeça de continuar , mas, ao contrário dê a companhia de nossa ternura ao lado teu
.

Que a França, amor de meu pai sem tê-la jamais conhecido a não ser pela literatura e pela apaixonante história, torne-se jovem e sedutora, para encantar meu neto amado, abra seus alvos braços em eterno gesto de boas vindas e que na sonoridade romântica de seu lindo idioma, possa te ensinar mistérios de sucessos , de perseverança, de como se escreve a sua própria estória.

Aqui ficamos nós, aqui fico eu, tua avó, tua madrinha, torcendo por ti e embora sem poder esconder suas lágrimas, orgulhosa da decisão que tomaste e pedindo ao Deus que te prometeu especial, único, amigo e lutador, que mande seus anjos caminharem contigo, e te cubra com sua incansável proteção.
Aqui sempre estaremos nós, na força de nosso amor, compreensão, entendimento, orgulho, na suprema união que nos faz ainda no silencio oportuno, fazer chegar mensagens ao teu jovem e valente coração.

Para ti , meu amor de neto, o imenso amor de tua vovó

Como melhorar a Educação?

Em 75 anos, o PIB do Brasil poderia ser 35% maior em termos reais.

Retirado do Valor Econômico 28/07/2010

Eduardo de Carvalho Andrade

Nossos alunos continuam na lanterna nos resultados dos testes de proficiência internacional. Os custos para a sociedade são significativos
Depois de oito anos de governo de cada um dos principais partidos, PSDB e PT, pode-se dizer que eles apresentam uma mancha nos seus currículos. Nenhum deles foi capaz de melhorar a qualidade da Educação. Os nossos alunos continuam na lanterna nos resultados dos testes de proficiência internacional. Os custos para a sociedade são significativos. Em 75 anos, o PIB do Brasil seria 35% maior em termos reais, se o governo adotasse uma política que aumentasse gradativamente a qualidade da Educação de forma a reduzir pela metade, dentro de 20 anos, a diferença que nos separa da qualidade média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A grande questão que deveria ser colocada nos debates presidenciais deste ano é como melhorar a Educação brasileira e a peça-chave é o bom professor. As evidências de que ele faz a diferença são acachapantes . Durante um ano letivo, ele é capaz de ensinar o equivalente a 1,5 ano. Já um professor ruim ensina o equivalente a 0,5 ano.

Isso ocorre mesmo com ambos lecionando na mesma escola, estando sujeito às mesmas condições de trabalho e tendo alunos com as mesmas características. Apesar dessas diferenças de desempenho, os seus salários não guardam nenhuma relação com a sua contribuição para o aprendizado do aluno. Uma nova política educacional deveria ser formada pelo tripé composto pela identificação dos bons professores, incentivos adequados para reter e atrair os bons profissionais e mudança na legislação. Vejamos cada um dos seus componentes.

Caracterizar um bom professor não é tarefa simples. Um bom professor não necessariamente é aquele que realiza vários cursos de especialização, que tem vários anos de experiência em sala de aula, que tem notas altas em exames sobre o conteúdo da sua disciplina ou qualquer outra característica observável pelo gestor. Esses são exemplos de fatores utilizados hoje no Brasil para promover os professores. É preciso criar um sistema capaz de identificá-lo.

Por um lado, o governo federal poderia dar uma importante contribuição. Se a Prova Brasil fosse expandida para outras séries e outras áreas do conhecimento, seria possível saber qual é a efetiva contribuição do professor da turma (ou do grupo de professores) para o aprendizado do aluno. Essa informação tornaria possível a identificação dos melhores professores. Por outro lado, estudos mostram que os diretores, quando perguntados, são capazes de prever quais são os professores excelentes ou péssimos em termos de contribuição para o aprendizado do aluno. Eles não são capazes de ranquear os professores medianos. Os pais que acompanham a evolução acadêmica dos seus filhos também sabem quem são os melhores professores.
Não raro pedem para os seus filhos serem alocados nas suas classes
. Surpreende que o atual sistema não seja capaz de utilizar informações como essas para premiar os profissionais mais capacitados.

Passa-se então para a segunda ponta do tripé. Deveria ser estimulado que cada município e Estado crie um sistema de remuneração que use as informações sobre o desempenho dos professores, obtidas ou pelos resultados dos seus alunos ou com diretores e pais. Os bons professores devem receber uma bonificação significativa.

Depois de alguns anos observando seus desempenhos, de forma a impedir avaliações apressadas e injustas, os piores professores devem ser demitidos. Deve-se colocar à disposição durante esse processo programas de treinamento. Mas, ao mesmo tempo, deve-se ter em mente que os seus impactos podem ser limitados, pois não se sabe muito bem como "construir" um bom professor.

No Brasil, é comum que a política de pagamento de bonificações nas escolas públicas seja igual em número de salários adicionais para todos os professores, em função do desempenho da escola como um todo em termos de melhorias das notas dos seus alunos nos testes de proficiência. A justificativa é que todos contribuem para o sucesso e fracasso da escola e também para manter o necessário espírito de unidade e colaboração entre o corpo docente.

No entanto, dado que os professores contribuem de forma tão diferenciada para o aprendizado dos alunos, é fundamental que parte significativa (talvez 50%) das bonificações seja em função dos seus desempenhos individuais e o restante em função da performance global da escola. Com a adoção de um sistema meritocrático e o correspondente aumento das remunerações dos bons professores, espera-se que para a profissão sejam atraídos novos e bons profissionais. O impacto pode ser significativo.

Estudo feito para a situação dos Estados Unidos mostra que se os 10% piores professores fossem substituídos por professores, não excelentes, mas medianos, a qualidade da educação subiria do atual patamar (posição 35 no ranking de matemática) para o nível finlandês (top 2). Se o impacto fosse semelhante no caso brasileiro, reduziríamos pela metade a nossa distância da média dos países da OCDE.
A última ponta do tripé envolveria uma necessária mudança na legislação trabalhista. Hoje, um professor concursado não pode ser demitido caso fique comprovada a sua incapacidade de ensinar. Uma nova legislação deveria explicitar que os novos professores contratados já estariam sujeitos ao sistema meritocrático descrito acima, com maiores salários, sim, mas sujeitos à demissão.

Com os conhecimentos existentes hoje, as mudanças sugeridas acima são aquelas mais prováveis de gerar uma melhoria na qualidade da educação. São políticas fáceis de sugerir, mas não tão simples de implementar, pois exigiria um enfrentamento do corporativismo. Quem teria a ousadia necessária para a sua adoção: PSDB ou PT?

Eduardo de Carvalho Andrade é PhD em economia pela Universidade de Chicago e professor do Insper.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Coluna do Ary Ribeiro

26/07/2010

O EXPEDIENTE DO EXPEDIENTE

Ary Ribeiro


Para participar da campanha eleitoral de sua candidata, o presidente Lula lançou mão de dois dos significados do verbete expediente registrados pelo Houaiss: medida para se sair de uma dificuldade ou chegar a uma solução; artifício, meio; e horário de funcionamento das repartições públicas.

Não sei se esse expediente (no primeiro sentido) vai mesmo prevalecer, caso em que o presidente deixaria de ser o Primeiro Magistrado da Nação – o que implicaria equidistância de partidos ou ideologias, para ser o mandatário de todos os brasileiros – para cumprir expediente (na segunda acepção) de mero funcionário, parece que de 8 horas diárias, de segunda a sexta-feira (40 horas semanais), podendo participar da campanha em favor de sua candidata fora do período de “trabalho”, nas horas e dias “de folga”.

Nesse caso, além da jabuticaba, o Brasil passaria a ter mais uma coisa única no mundo: horário de trabalho para Presidente da República! O inusitado fato levaria a inevitáveis perguntas: se aparecesse algum problema exigindo a pronta intervenção do presidente depois das 18 horas, ele faria jus a hora-extra? E nas viagens, internas ou externas, em que frequentemente se marcam encontros ou banquetes (obrigações presidenciais) para depois das 18 horas, também se pagaria hora-extra?

Os presidentes do período militar costumavam ter expediente definido, mas no Palácio do Planalto. Chegavam às 9 horas e, com intervalo para almoço, saíam às 18 horas. Encerrava-se, porém, o expediente protocolar, para despachos e audiências. Eles iam para o Palácio da Alvorada (ou Granja do Torto, conforme o caso) e continuavam presidentes, recebendo outras pessoas, telefonemas, examinando documentos ou, de qualquer modo, prontos para atuar em qualquer eventualidade. Eram, como em todo lugar do mundo, presidentes 24 horas por dia, todos os dias da semana.


FARC: AFINIDADES

O deputado Índio da Costa, candidato a vice na chapa de José Serra, causou alvoroço na semana passada ao dizer que “todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior”. Exagerou com a questão do narcotráfico. Mas não quanto a afinidades e simpatias. O jornalista Reinaldo Azevedo, em seu Blog, listou vários fatos indicativos da proximidade. A Veja desta semana reforça isso. “Os laços do PT com as Farc já duram 20 anos”, afirma.

Podem alegar que a revista e o jornalista são facciosos, antiLula, mas o insuspeito (para as esquerdas) presidente venezuelano Hugo Chávez, ao sugerir às Farc, no fim de semana, que deixem o caminho das armas e se reintegrem no quadro político-partidário colombiano, deu exemplo que deixa clara a afinidade ideológica. Para ele, esse é o melhor meio de chegar ao poder. Segundo matéria publicada na edição de domingo do Correio Braziliense, Chávez recordou alguns exemplos “no Brasil e na região”.

Disse ele: “Aí está Pepe Mujica (ex-guerrilheiro Tupamaro, agora presidente do Uruguai), está Daniel (Ortega, presidente da Nicarágua), está Evo (Morales, presidente da Bolívia), está Lula e estará Dilma (Rousseff), enfrentando as oligarquias e o imperialismo.” Ou seja, todos vieram das lutas da esquerda (algumas também armadas, como as Farc) e chegaram ao poder. Ele também. Não veio propriamente dessas lutas, mas se põe como integrante (senão líder) do grupo.


ENIGMA DILMA

Trechos de artigo do professor-doutor Carlos Alberto Di Franco na edição desta segunda-feira do jornal O Estado de S.Paulo:

“Dilma Rousseff continua sendo apenas uma embalagem, um enigma a ser decifrado. (...) Suas convicções, aparentemente, mudam como chuva de verão. Lança um programa de governo. Tem reação? ‘Não assinei, não li, só rubriquei.’ (...) Instaurou-se, sob a égide de certas esquerdas, a política do descompromisso radical com os fatos. A saída é sempre a mesma: ninguém sabe, ninguém viu.”

“Dilma Rousseff continua empacotada. Dilma não é Lula, um carismático de livro e mestre da conciliação. Conseguirá impedir que os radicais do PT imponham sua política do atraso?”

“Na verdade, Dilma é o terceiro mandato de Lula. Mas sem o carisma, sem a habilidade, sem domínio das bases e sem a ginga do criador. E isso precisa ser dito com todas as letras.”


MELHORIA PARA OS MAIS POBRES

Ao contrário do que faz crer a propaganda oficial, não foi o governo Lula, com seu Bolsa Família, que elevou o padrão de vida da população mais pobre, que promoveu, enfim, um up grade nas camadas da base ou do meio da pirâmide social. Já observei, neste espaço, que isso é resultado de longo processo, que vem desde a mudança da Capital e para o qual todos os governos, de lá para cá, deram sua contribuição, devendo-se destacar o Plano Real, de Itamar Franco/Fernando Henrique, que, ao pôr freio na tresloucada inflação, assegurou o poder de compra dos salários.

Hoje, em artigo também no jornal O Estado de S.Paulo, a senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) traz mais uma informação nesse sentido: a verdadeira revolução por que passou a agricultura e pecuária a partir de 1965. A produção brasileira de grãos passou de 20 milhões de toneladas, para uma população de 80 milhões (250 kg por habitante) para 144 milhões de toneladas, para uma população de 190 milhões (758 kg por habitante). A produção de carnes passou de 2,1 milhões de toneladas (25 kg por pessoa) para 20 milhões de toneladas, em 2006 (100 kg por pessoa).

Graças ao aumento da produção e da produtividade, mediante o emprego de modernas técnicas – para o que em muito contribuiu também a Embrapa – os preços dos alimentos caíram. Kátia Abreu cita estudo dos professores José Roberto Mendonça de Barros e Juarez Rizzieri, segundo o qual, de 1975 a 2005, o custo da cesta básica, na cidade de São Paulo, baixou, em média, 5% ao ano, em termos reais. Em consequência, gastando menos com comida, sobrou dinheiro para os mais pobres comprarem outras coisas e investirem em seu bem-estar. “O efeito da queda dos preços agrícolas é mais importante que as transferências de renda para explicar a melhoria do padrão de vida das populações mais pobres”, assinala a senadora.

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