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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Financiamento de Campanha com Dinheiro "Privado"

do blog do Noblat

Deu na Folha de S. Paulo
Empreiteira contratada pela Petrobras dá R$ 1,2 mi ao PT

UTC doou 8 parcelas mensais de R$ 150 mil ao diretório de São Paulo em 2009

Empresa fez 1ª doação dois dias antes de fechar contrato de R$ 114 mi com estatal; valor doado representa 32% da receita do PT-SP em 2009

De Rubens Valente:

A empreiteira UTC Engenharia doou mensalmente, entre junho e dezembro de 2009, R$ 150 mil ao diretório estadual do PT de São Paulo. As contribuições, legais, totalizaram R$ 1,2 milhão e foram declaradas ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) paulista.

O primeiro dos pagamentos mensais ao partido foi efetuado no dia 22 de abril do ano passado. Dois dias depois, a UTC fechou um contrato com a Petrobras no valor de R$ 114 milhões.

Ela foi escolhida por convite -modalidade pela qual empresas previamente selecionadas formulam propostas. Desde 2006, a UTC fechou contratos de pelo menos R$ 900 milhões com a Petrobras.

A primeira parcela das doações feitas ao PT em 2009 foi a única realizada no final do mês. As demais foram sempre depositadas entre os dias 9 e 11.

Nos registros entregues ao TRE, o PT informou um outro nome nas doações, "VTC Engenharia". Contudo, o número do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) indicou ser a UTC. Indagado, o PT não se manifestou sobre a divergência. Informou que as doações são legais.

O diretório obteve receitas de R$ 3,7 milhões em 2009. Desse total, R$ 2,15 milhões vieram de empreiteiras. A UTC foi a campeã: doou 55,6% do bolo total das construtoras. Além dela, doaram a Santa Bárbara Engenharia (R$ 300 mil), a Queiroz Galvão (R$ 265 mil) e a OAS (R$ 160 mil).

O dinheiro da UTC representou mais do que todo o Fundo Partidário do PT-SP do período (R$ 1 milhão) e correspondeu a 32% das receitas, permitindo que a sigla fechasse o ano com superavit de R$ 337 mil.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Coluna do Ary Ribeiro

03/05/2010


A DECISÃO, COM AS MULHERES


Em seu artigo na edição de domingo de O Estado de S.Paulo, Gaudêncio Torquato, professor da Universidade de São Paulo (USP), falou do “poder das balzaquianas” nas eleições.

O termo balzaquiana, para quem não sabe, origina-se do livro “A Mulher de 30 Anos”, de Balzac. Mulher de 30 anos, no tempo dele – primeira metade do século XIX – equivaleria, hoje, a mulher de 40 ou 50 anos, mulher madura, experiente, com conhecimento da vida, em geral, mãe.

O poder a que Torquato se refere é o eleitoral. Para ele, essas mulheres, que constituem 30,3% do eleitorado, terão peso talvez decisivo nas eleições e elas não são simpáticas ao PT e aos seus candidatos. Nem ao dito campeão de popularidade, Lula.

Nas eleição de 2002, segundo o articulista, Lula, que disputava com Serra, teve 10% a menos de votos das mulheres. Em 2006, com Alckmin, menos 4%. Agora o DataFolha registra, entre o eleitorado feminino, 42% para Serra e 25% para Dilma; e o Vox Populi, 34% contra 27%.

Torquato sugere alguma explicação. Talvez as mulheres sejam mais rigorosas no exame dos candidatos, mais atentas aos detalhes. Em Serra, veriam o ministro da Saúde que criou os genéricos e combateu a Aids e o competente administrador da Capital paulista e do Estado de São Paulo; em Dilma, talvez uma mulher com jeito de durona e sem obra de destaque – ao menos aos olhos femininos – em sua passagem pelo governo. E se poderia acrescentar que o passado de Dilma, na luta armada contra a ditadura, também possivelmente não a recomendaria para um eleitorado mais conservador e cauteloso como esse.

O jornal publica também comentários de algumas mulheres. Uma delas, Verydiana Pedrosa, diz: “O artigo corresponde em cheio às expectativas de nós, balzaquianas. Sabemos o que queremos e o que não queremos.” Outra, Cris Rocha Azevedo, observa que “as mulheres não enxergam em Dilma uma delas”. “Soa falso”, acrescenta. “Nós temos aquele radarzinho chamado intuição, que nos indica com muito mais rapidez quando alguém é confiável e quando não é. Dilma faz piscar todos os nossos sinais de alerta vermelho!” Outra ainda, Miriam Martinho, em linguagem mais forte, acha que Dilma não tem personalidade própria, seria “projeto de um homem”.


CELULARES, CINEMA E TEATRO

Em recente artigo, também no Estadão, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior relata episódio que lhe causou certa irritação. Estava na Sala São Paulo – provavelmente a melhor sala de concertos do País – assistindo a um apresentação da Orquestra Sinfônica de São Paulo e uma pessoa, à sua frente, totalmente indiferente à música, lidava com o celular: lendo e mandando e-mails. Certamente tinha ido ali a contragosto, para acompanhar a mulher. E ficou incomodando os outros.

Miguel Reale Júnior propõe, com toda razão, que a Direção da Casa São Paulo peça que todos desliguem os celulares. Essa é providência que deveria ser tomada em todos os teatros e cinemas. Alastrou-se essa falta de educação, esse mau uso do celular. Inclusive em Brasília. Quantas vezes, no Teatro Nacional ou em salas de cinema, ficam pipocando clarões de celulares, aqui e acolá, desviando a atenção de quem está ali para assistir a um concerto ou a uma boa peça teatral (por sinal, cada vez mais rara por aqui). Não basta pôr o celular no modo “silêncioso” e deixá-lo ligado, para receber e passar mensagens. O aparelho tem de ser mesmo DESLIGADO.


CINEMAS DA ACADEMIA


A imprensa divulga hoje (dia 4) que um incêndio destruiu três (ou quatro) das dez salas de cinema da Academia de Tênis de Brasília. Um mal que pode transformar-se em bem, porque foram atingidas justamente as piores salas, pequenas, sem suficiente inclinação, com poltronas ruins e pisos e paredes revestidos de carpete, propício a sujeira e a microorganismos. Esta é a oportunidade para reconstruí-las de forma “limpa”, sem carpetes e com mais inclinação, para que todos possam ver a tela inteira.

Os cinemas da Academia são os que, tradicionalmente, exibem os melhores filmes da cidade. As salas, porém, estavam necessitando de urgente reforma. Não somente as que queimaram.

sábado, 1 de maio de 2010

Para reflexão

"NINGUÉM NASCE BANDIDO"
Eduardo Marinho

A menina que calou o mundo por 5 minutos: uns com tanto que não sabem repartir, outros com tão pouco, que não têm o que repartir

Aconteceu algum tempo atrás na conferencia do meio ambiente da Onu no Rio de Janeiro.
Esta criança do Canadá representava a voz do futuro. Se disse chocada com o que viu com as crianças pobres das favelas. Mais chocada ainda com a solidariedade daquela gente humilde e se perguntava porque ela e seu povo, que tinha tudo em seu país de origem, Canadá, não estavam dispostos a partilhar também?
Vamos ouvi a ela: