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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Política - Vencedores e perdedores

Tirando os comentários mais preconceituosos, a análise é muito interessante e nos mostra que os resultados da eleição é vitória de Lula e derrota do PSDB que não soube lidar democraticamente com suas divisões internas. Apesar disto o futuro próximo é uma grande icógnita. Tomara que seja um sucesso e que a presidenta eleita seja mais o que prometeu, do que o que ela se apresentou nos anos anteriores.

De Carlos Newton publicado na Tribuna da Imprensa de 31/10/2010

Vencedores e Perdedores

Os grandes vencedores desta eleição foram o presidente Lula e o ex-governador mineiro Aécio Neves, ao provarem que são capazes de transferir votos a candidatos sem a menor chance, como Dilma Rousseff ou Antonio Anastasia. Sem apoio de Lula e Aécio, respectivamente, nem Dilma nem Anastasia jamais ganhariam eleição.

E os maiores perdedores, quem são? Além de Artur Virgilio, Jereissati, Marco Maciel, Roriz, Mão Santa, Helio Costa, Jarbas Vasconcellos, Gabeira, Fogaça, Serra etc., não há dúvida que são Ciro Gomes, Aloizio Mercadante e o especialmente oPSDB, que sequer aceitou discutir a proposta de Aécio Neves de realizar prévias eleitorais para escolher o candidato à Presidência.

Se o PSDB tivesse aceitado, mesmo se Aécio perdesse a eleição interna e a candidatura Serra fosse a preferida, a própria realização das prévias teria impacto positivo junto ao eleitorado do PSDB, mobilizando antecipadamente as bases do partido. Além do mais, Aécio poderia ser vice de Serra e as prévias soariam bem, principalmente porque no PT não houve nem discussão. Lula simplesmente impôs a candidatura Dilma, e estamos conversados.

Ciro Gomes também saiu perdendo, e muito, porque foi enganado por Lula e ficou fora da disputa presidencial. Com Ciro concorrendo, o quadro seria outro, os debates ganhariam entusiasmo e os votos no primeiro turno se dividiram pelas quatro candidaturas, (Dilma, Serra, Marina e Ciro), trazendo muito mais emoção.

Ciro foi inacreditavelmente ingênuo. Acreditou quando Lula lhe disse que o PT poderia até apoiar a candidatura dele. Depois, acreditou de novo, quando Lula lançou Dilma e prometeu a Ciro que, se ela não decolasse, o candidato seria ele. Acreditou tanto, que mudou seu endereço eleitoral para São Paulo. Quando descobriu que tinha sido ludibriado, já era tarde, seu partido (PSB) já tinha feito acordo com Lula para apoiar Dilma e ele só podia disputar eleição em São Paulo. Mas ser candidato a quê?

Mesmo enganado e humilhado por Lula, Ciro Gomes ainda aceitou ser um dos coordenadores da campanha de Dilma no segundo turno, sem lembrar que no primeiro turno deu várias declarações à imprensa defendendo a eleição de Serra, por ser “mais experiente do que a Dilma”. Agora, Ciro é cotado para voltar ao Ministério. Mudou Ciro? Mudou Dilma? Ou mudou a dignidade humana? Escolha a sua resposta.

Já Mercadante saiu perdendo porque desde 1994 tem sido uma marionete nas mãos de Lula. Foi eleito deputado federal em 1990, seria facilmente reeleito em 1994, mas aceitou ser vice de Lula na disputa presidencial, foi para o sacrifício e ficou sem mandato por quatro anos. Até que, em 1998, voltou à Câmara Federal. Em 2202, foi um dos coordenadores da vitoriosa campanha presidencial de Lula e se elegeu senador. Estava em alta politicamente.

Todos pensavam que Lula o nomearia ministro da Fazenda, por ser o melhor e mais respeitado economista do PT, mas o presidente jogou-o para escanteio e preferiu o médico sanitarista Antonio Palocci. Justificativa: “Preciso de você no Senado”. Mercadante acreditou.

Palocci saiu, expulso pelo caseiro, e Lula, que tudo fazia para que Mercadante não se projetasse no cenário nacional, preferiu Guido Mantega. Depois, na hora de escolher o candidato à sucessão, preferiu Dilma. E sua justificativa para alijar Mercadante foi a seguinte: “Preciso de você em São Paulo“. Mercadante acreditou de novo, partiu para uma disputa altamente desfavorável contra Alckmin, com pouca chance de vitória. Até hoje Mercadante não entendeu que Lula quer o PT só para ele, no partido ninguém mais pode se projetar.

Assim, Mercadante – que, sem dúvida é o melhor quadro do PT – vai ficar mais quatro anos na chuva, sem mandato. A não ser que Dilma o convide para algum ministério. Mas será que Lula permitirá que isso aconteça? Claro que não. Só se for um Ministério bem mixuruca. Mercadante vai ficar em posição subalterna. Podem apostar.

E Dilma? Será que vai arrancar a máscara carnavalesca e recuperar a carranca de antes, ou seguirá eternamente na linha “paz e amor”, que adotou na campanha presidencial? O mais provável é que ressurja o perfil da verdadeira Dama de Ferro. E se isso acontecer (e vai acontecer, mais cedo ou mais tarde), como ficará Lula? Dilma permitirá que Lula continue mandando no Planalto, como ele acha que acontecerá? Claro que não.

Quem conhece Dilma Rousseff e já esteve com ela em reunião de trabalho, fora da campanha, sabe que a nova presidente tem um temperamento fortíssimo. Assim que colocar a faixa e sentar naquela cadeira, vai rodar a baiana e não aceitará ordens de ninguém. Lula não perde por esperar. Se ele pensa que vai ser uma espécie de Rasputin no Planalto (ou uma versão de Garotinho no governo da mulher Rosinha), pode desistir. Dilma não é Rosinha. Traído e abandonado pela nova presidente, a decepção e a conseqüente depressão de Lula serão arrasadoras. Ninguém sabe o que ele fará.

Temperamentos à parte, na verdade Dilma Rousseff é uma incógnita na Presidência e vai surpreender, positiva ou negativamente. Com a experiência que acumulou nos últimos oito anos, pode se sair bem, caso escolha um bom ministério, mais isso será muito dificil, pois tem de agradar aos partidos coligados, que estão com as bocarras escancaradas, famélicos por prestígio, cargos e poder, não necessariamente nessa ordem.

A partir de hoje, está oficialmente aberta a temporada de caça aos ministérios. Por trás de tudo, a figura sinistra de Michel Temer, que há alguns anos Antonio Carlos Magalhães apelidou de “Cocheiro de Vampiro”. Realmente o novo vice-presidente mais parece personagem do escritor irlandês Bram Stoker, criador do Drácula.

É Temer quem trama nos bastidores a distribuição dos cargos, à revelia de Dilma e com apoio integra do PMDB. Como advertiu o líder Henrique Eduardo Alves, no mais recente encontro nacional do partido: “Não aceitamos essa história de uma eleição para um partido só ganhar. O PT é um grande partido, mas ou ganhamos juntos ou não ganha ninguém”.

Assim, Temer procura desesperadamente abrir espaço e se fixar como coordenador da base aliada. É como se Dilma estivesse dormindo com o inimigo. Os próximos capítulos serão eletrizantes. Você não pode perder

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Economia - A armadilha da liquidez em 1929 e em 2010

A armadilha da liquidez é um conceito keynesiano, traduzido para o modelo IS-LM da interpretação de Hicks, onde a curva LM é horizontal, ou seja a política monetária não tem efeito para estimular a economia.

Em épocas normais, juros baixos estimulam a tomada de empréstimos para investimento, o que ativa a atividade econômica e o emprego e pelo lado do consumidor estimula o consumo. Em épocas de crise de confiança muito grande, mesmo baixando os juros a níveis próximo de zero, fica difícil estimular o investimento e o consumo com mais dinheiro e menos juros. Não adianta imprimir dinheiro, ou baixar juros que a economia não reage. Este é o fenômeno da armadilha da liquidez.

Mesmo com muita liquidez, mesmo com taxas de juros muito baixas, os investidores estão receosos de se endividar para criar capacidade produtiva, os consumidores têm medo de se endividarem ou de queimarem suas poupanças para antecipar seu consumo. É a falta de confiança e de segurança em relação ao futuro que provocam este fenômeno e isto ocorre na intensidade que vemos agora nos EUA só de temos em tempos, como com a crise de 29 e a atual.

O gráfico abaixo mostra a evolução da quantidade de dinheiro na economia americana. Para enfrentar a crise o Banco Central americano quase triplicou a quantidade de dinheiro, de US$ 800 bilhões para mais de US$ 2 trilhões. Esta claro que não tivesse feito isto e os EUA, e conseqüentemente a economia mundial, estariam vivendo uma crise de proporções inimagináveis.


fonte: Fed Saint Louis

Mas também está claro que colocar mais liquidez não vai resolver o problema da insegurança do investidor, nem do consumidor quanto ao processo de endividamento. Este aumento na quantidade de base monetária não gerou inflação, mas também não foi suficiente para tirar a economia americana da terreno pantanoso em que está. Agora o Fed está providenciando a injeção de mais US$ 600 bilhões, o mesmo tanto usado para girar a economia na primeira metade desta década, mas o mercado acha pouco.

Alguns economistas mais fundamentados no pensamento keynesiano dizem que é hora de aumentar os gastos públicos por parte do governo americano (não o nosso) para estimular a economia. Mais do que já aumentou.

Mas o que se tem visto no tratamento dado pelas economias desenvolvidas é que o instrumental keynesiano tem deixado a desejar como ferramentas para tirar as economias desenvolvidas do imbróglio que se meteu.

Assim como nas relações pessoais, no sistema capitalista de produção a confiança quebrada leva tempo para se reconstruída. Keynes sugeriu política de gastos públicos para engrenar a produção e fazer voltar a confiança dos participes. Mas o que se tem visto no tratamento dado à esta crise nas nações desenvolvidas é que o buraco é mais embaixo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Política - Entre emergentes, o Brasil é o país onde a experiência democrática é mais viva

Democracia em construção Por Carla Rodrigues | Para o Valor Econômico 29/10/2010 entrevista longa, mas vale a pena

Rosanvallon: "A democracia é sempre experimental, por isso não há como distinguir entre antigas democracias estabilizadas e novas ainda em busca de uma boa fórmula"
Embora tenha seus 14 livros publicados em 22 idiomas, apenas dois títulos do historiador e cientista político francês Pierre Rosanvallon estão traduzidos no Brasil. Nesta semana, ele está pela terceira vez no país, para o lançamento de "Por uma História do Político" (Alameda Casa Editorial, com tradução de Christian Edward Cyril Lynch), em que reflete sobre a democracia examinando as contradições e as tensões organizadoras da vida democrática.


Observador dos regimes democráticos nos países emergentes, Rosanvallon refere-se ao Brasil como o país onde "incontestavelmente a democracia é mais viva". E rebate a percepção de que se esteja experimentando um surto populista no país ou na América Latina. O autor considera uma tensão dos regimes democráticos as diferenças entre o momento eleitoral - de sedução - e a hora de governar. "As qualidades de um bom candidato não são as mesmas de um bom governante, o que está na raiz do desencantamento democrático. Mas é possível ter uma boa democracia com políticos medíocres."
Valor: O Brasil é uma jovem democracia em processo de consolidação. Existe um caminho político adequado para a consolidação democrática?
Pierre Rosanvallon: A democracia não é um modelo que está perfeitamente definido, mas sempre uma experiência, um ideal que considera a contradição de saber como melhor representar a sociedade por meio do voto, da representação social, da opinião. A democracia é sempre experimental, por isso não há como distinguir entre antigas democracias estabilizadas e novas democracias ainda em busca de uma boa fórmula. Nos países europeus as democracias também são experimentais, não existe uma democracia já alcançada. Por definição, as democracias são inalcançáveis. A democracia brasileira tem seus problemas, assim como as democracias europeias. A democracia é um regime da vontade de todos, mas é um problema definir o que é a vontade de todos. Por fim, a democracia não é apenas um regime político, mas também uma forma de sociedade que organiza a vida comum, a partir da definição de quais são as desigualdades inadmissíveis e quais são as diferenças justificáveis. Em todas as sociedades há um debate permanente entre a relação.
Valor: São legítimas as ações governamentais que têm como objetivo obter bons resultados eleitorais? Essa seria uma característica inevitável de uma democracia popular? Refiro-me, no contexto brasileiro, às críticas aos programas de distribuição de renda que teriam uso eleitoral.
Rosanvallon: Em todas as democracias, e cada vez mais, há uma contradição entre o momento eleitoral e o momento de governar. O momento eleitoral enfatiza o possível e a proximidade entre o candidato e o eleitor. Esse é um momento marcado, sobretudo, pela sedução. E a demagogia participa desse jogo de sedução. Já o governo é fundado não pelo possível, mas pelas restrições, pelos limites, pela necessidade de fazer escolhas. Um dos problemas da democracia é que as qualidades necessárias para ser um bom candidato não são as mesmas para ser um bom governante, o que está na raiz do desencantamento democrático, presente em todas as sociedades. Os cidadãos que estavam satisfeitos no momento eleitoral ficam decepcionados no momento em que seus candidatos chegam ao governo. A grande questão é saber qual é a relação entre as proposições da campanha eleitoral e as políticas que serão adotadas. A democracia é um exercício de reflexão sobre a tensão entre o momento eleitoral e o governamental.
Valor: Existe uma boa democracia?
Rosanvallon: Uma política democrática é a que busca superar as desigualdades, de tal forma que não haja uma separação entre o mundo onde vivem os ricos e aquele onde vivem os pobres. Em São Paulo, tive a impressão de que existe a sociedade aérea, que vive e se movimenta nos helicópteros, e a sociedade terrestre, que circula de ônibus. A democracia não é o igualitarismo, mas a possibilidade de viver juntos. Sei que o Brasil é conhecido por combinar as desigualdades com a cordialidade, o que me levaria a dizer que o Brasil é o país da desigualdade cordial, melhor que uma desigualdade não cordial, claro.
Valor: No Brasil, as eleições presidenciais têm sido marcadas por propostas eleitorais conceituadas de centro-esquerda e de centro-direita, e os vitoriosos têm dependido das forças de centro. O senhor acredita que as experiências de consolidação democrática dependem do conservadorismo?
Rosanvallon: Não chamaria de conservadorismo, mas de racionalidade. A democracia é sempre a tensão entre a opinião e a razão, e é uma ilusão pensar que há a possibilidade de uma sociedade perfeitamente racional, ilusão que a França e o Brasil herdaram do positivismo. Acredito que haja mais uma tensão entre razão e opinião do que entre conservadores e progressistas. Poderíamos definir os conservadores como aqueles que enfatizam os limites, as restrições, e os progressistas como os que enfatizam as possibilidades. Valor: A consolidação da democracia brasileira é relevante para o fortalecimento de experiências democráticas na América Latina e para a consolidação de uma comunidade latino-americana?
Rosanvallon: A consolidação da democracia brasileira é fundamental para a consolidação internacional da democracia, porque entre os países emergentes o Brasil é incontestavelmente o país onde a democracia é mais viva. Que ela apresente muitas dificuldades, é razoável, já que é uma das maiores democracias do mundo. A situação brasileira é importante porque a América Latina foi o lugar onde o populismo criou a ilusão de que haveria uma relação possível entre um chefe e o conjunto da sociedade. O populismo é ao mesmo tempo uma ilusão sociológica, a de que há "o povo", e a ilusão democrática de que há uma pessoa ou um grupo capaz de encarnar a sociedade. A democracia nasce da resistência a essa dupla ilusão - de encarnação e de unidade -, ao dizer que ninguém é proprietário da representação política, que está sempre em disputa.
Valor: Existe algo que chame a atenção nas eleições brasileiras deste ano?
Rosanvallon: O peculiar nas eleições presidenciais brasileiras deste ano é que, em relação às precedentes, não há mais candidatos dotados de um carisma excepcional. São eleições disputadas por candidatos comuns. E pode-se considerar que a democracia vive normalmente com candidatos comuns e políticos medíocres. Pode-se dizer que a democracia vive excepcionalmente com grandes líderes e normalmente com políticos comuns, ordinários. É o que se vê também na Europa. Para ser um grande democrata é preciso considerar que a democracia pode ser feita com pessoas muito comuns.
Valor: O senhor acredita que o Estado laico seja uma das condições para a democracia?
Rosanvallon: Sim, se a laicidade é definida como a possibilidade de fazer coexistir filosofias e religiões diferentes. A laicidade deve definir as condições de vida em comum, possíveis para além das diferenças, para além das ideologias e das religiões. A laicidade é mais ampla do que a questão da religião, é uma questão do conjunto de diferenças fundamentais. A laicidade foi em sua época uma resposta às guerras religiosas. Não se pode compreender a história dos Estados na Europa sem reconhecer o papel das guerras religiosas. Atualmente se pode dizer que houve a ameaça de uma nova guerra religiosa, e portanto é preciso refazer o caminho pelo qual se possa superar essa ameaça, com a definição das instituições públicas que estão fora da esfera religiosa e devem organizar a coexistência entre Estado e religião. Organizar essa coexistência é sempre difícil porque a definição do que é público e do que é privado não é a mesma para todos. Pode-se defender o direito à diferença no campo privado e a redução da diferença no espaço público, mas não há uma mesma percepção do que é público e do que é priv

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Política - Parabéns aos Eleitos

Eu acho que toda eleição é um ato cívico. Influenciamos a vida de nosso pais com nosso trabalho, com nossos valores, com nossa atuação social, mas principalmente com nossa participação na seleção daqueles que administrarão nosso país. Muitos países pedem aos seus cidadãos sacrifícios imensos, como ir à guerra para defendê-lo, nem sempre por motivos justos aos olhos dos que fazem o país. O Brasil é um país pacífico e por isto nossa participação na vida cívica é muito menos sacrificada. Votar é muito mais que um dever, é um DIREITO.
0 trabalho dos partidos foi feito. A sociedade participou. A democracia foi fortalecida pela participação das forças políticas diferentes. A vitória nas urnas mostra que o país não caiu na unanimidade burra do Nelson Rodrigues.
Aos vencedores não as batatas, mas a missão de unir o país em um projeto de nação justa e democrática e honesta.
No meu caso e de 45% que votou em Serra, é hora de torcermos para que dê tudo certo no governo que se inicia. Desejar sucesso aos eleitos. Que nossas pre-ocupações em relação à Dilma e à extensão do governo Lula estejam erradas, para nosso bem e de nosso povo. Que Dilma faça o que prometeu, que o PT use o dinheiro público em benefício de todos. Que respeite a imprensa e os que pensam diferente. Que o Brasil de 2014 seja melhor que o Brasil de 2010.
Zé